Estou trocando as minhas margaridas de janelas. Talvez troque as margaridas também, talvez mude de cor, mas por agora só as janelas que mudam. Estou me despedindo do Sapo e indo pro blogspot. Por lá continuo com a minha série de homenagens (o último texto vem em breve). Ah, preciso agradecer também a quem me ajudou muito nessa mudança. Obrigada menino Darlan ;)
Agradeço a todos pelos comentários e até aqueles que nunca comentaram. Fizeram dos meus textos mais bonitos. Espero que gostem da mudança e chamo todos pra uma visita. O café já está na mesa.
http://margaridasnajanela.blogspot.com
Bem, disse que iria postar de novo só na semana que vem, mas sou ansiosa mesmo. Essa homenagem vai pra mais um palhacinho do meu coração (que também mora longe). Chama-se Alf.
Nariz vermelho
Ele pinta seu nariz de vermelho e enche seus dias com sorrisos. Dá flores aos inimigos, palavras doces, com aroma de crepúsculo ao seu amor. Esse mesmo amor que o tirou da melancólica escuridão. Iluminando seu quarto, abrindo as cortinas, arejando seus pensamentos. Ela que fez do seu afeto um fato que o acertou em cheio. E nessa dor ele afundou-se, mergulhou sem receios. Pediu a morte e a ressurreição nos braços do perfume da sua amada. Ajoelhou-se e quase em prantos agradeceu a Deus por ter a quem amar. Alguém que infla seus sonhos. Porém, hoje sente que uma negra e pesada sombra o persegue em pleno inverno de pensamentos. Em meio as folhas mortas, que cantam mórbidas cantigas enquanto são estraçalhadas aos seus passos lentos, o som das suas lágrimas se confundem. Não há nada de azul nesse céu. Não vê beleza nesse olhar que diz adeus. Suas rosas, por hoje, perderam o viço. Simplesmente caminha sem horizonte nas palmas das mãos. Cansa seus pés e seus dedos. Carrega pedras nos bolsos e pede por carinho. Cai no meio do destino e pede clemência. Clama por mais um sorriso de outrora, mas não vê nada além de neblina. Descrente se torna por um fechar de olhos, mas o que faz ter forças pra pensar no verde da esperança é o quem lhe deu a vida. São os que sabem da sua história e revira volta. Os que conhecem esse palhacinho por trás da pintura chamativa. Os que sabem que um abraço pode salvar sorrisos. Os que dão beijos de boa noite e pedem pro amigo mais delicado um dia melhor que o outro.
São os votos dessa menina pra você ; )
Diana M.
Hoje venho até vocês sem textos banhados em melancolia iluminada pelo velho crespúsculo. Por agora (e alguns dia mais) vou apresentar-lhes quatro textos pra pessoas que me fazem feliz. Muito feliz. Estão longe, nem as conheço pessoalmente, mas me fazem sorrir com sua palavras. Apresentarei uma breve série de homenagens aos meus amigos blogueiros. Será um texto por semana (mais ou menos). Espero que gostem. Irei meu esforçar ao menos. O primeiro será um modesto presente pro meu moreno, meu baiano favorito. Amo tu Jr Creed.
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Meu moreno
De vestes pretas e all star enlameado ele caminha contando as horas. Vai a busca de um quadro pra enfeitar sua parede. Ela que guarda tantas imagens perturbadoras. Tantos aromas, odores: café, cigarros, almíscar. Marcas latentes que seus olhos não sabem esconder. Sons de prazeres banais (que ele procura abandonar), músicas coloridas da moça dos cabelos loiros. Mantêm recôndita as suas lembranças, histórias, fotografias. Apenas apresenta aos seus amigos um largo sorriso, a voz mais bonita e seus livros de amores impossíveis e canções do trovador solitário. Enfeita o rosto com as cores do palhaço melancólico, esse eterno ar de pierrot. A mancha da maquiagem borrada pinta seu céu, alimenta seus dias, faz da sua força mais potente. Ele leva porrada, mas não chora. Ele cultiva olhares tortos, porém os seus cálidos e levemente sombrios olhos assassinam sem medos os estúpidos que o cercam. Vive em seu mundo, ama seus amigos e faz dos seus dedos armas cinzentas. Tiros de bala doces. Aquelas que alimentam meu paladar e inebriam quem passa no meio do tiroteio. Sua arte, minha arte, nossa arte e poder. Ah, ele também cultiva flores. As mesmas mãos que possuem calos das canetas também carregam cortes das ervas daninhas. Ainda leva seus passos apressados, suas mãos cheias e bolsos vazios. Veste sua camisa bonita e vai na praia provar os doces prazeres do beijo proibido. Volta com sorriso de criança que faz arte e me conta seus sonhos de menino moreno. Menino que tem medo de sonhar, mas tem tudo pra construir castelos de areia e curar as dores da carne. Aprenda a amar sem medo que assim encontrará a imagem mais bela pra enfeitar suas paredes.
Amo tu Junito
Diana M.
. Trajédia